Nossa Missão
Atender Crianças de ambos os sexos, na faixa etária de 04 meses a 3 anos e 11 meses de idade em período integral, e de 6 anos à 13 anos e 11 meses em período oposto ao escolar, em situação de risco pessoal ou social, favorecendo, assim seu desenvolvimento , sua inclusão social e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Caro leitor,
O voluntário é o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitária. No mundo inteiro, essa ação é exercício de cidadania, solidariedade e realização pessoal o que contribui para uma sociedade mais justa.
A ação voluntária é uma via de mão dupla, você faz sua parte, entretanto a satisfação que sente ao ver as coisas acontecerem, desenvolvendo e evoluindo, foi o que nos levou, eu e meu marido Claudinei Migliorini, a nos dedicarmos de corpo e alma nestes últimos 20 anos ao sucesso da Associação Casa da Criança de Jaú.
O trabalho não se faz sozinho, requer uma boa equipe, que veste a camisa e é confiável, além de parcerias, convênios, doações, entre outros. Pois, 320 crianças e 31 funcionários exigem muita responsabilidade e gestão eficaz. Nestes anos, conseguimos parcerias importantes, recebemos doações da comunidade jauense, – e aqui aproveito para agradecer a vocação de nossa população para a caridade, estão sempre presentes nas necessidades – evoluímos muito, criamos um telemarketing, informatizamos, restauramos a estrutura física, fizemos novas construções, reorganizamos as existentes, montamos biblioteca, sala de dança, brinquedoteca, parque infantil e sala de informática, em especial capacitamos os pais, modernizamos o atendimento, cuidamos da proteção e da segurança alimentar, adquirimos transporte seguro para as crianças.
Esta edição comemorativa vai contar uma pequena parte desta nossa trajetória. Agradecemos a Deus, por nos permitir a realização desse trabalho, fizemos com o coração. Para finalizar, deixo uma frase de Frei Betto: “Sinônimo cívico de amor ao próximo é o voluntariado”.
1928
O Sonho
Em um pequeno consultório na Rua Quintino Bocayuva, 9, o Dr. Celso Barroso, que tratava de doenças infantis, sonhava com algo maior. Ele desejava criar uma Casa onde as crianças de Jaú pudessem ter assistência médica, recreação, cuidados odontológicos e muito amor.
Casa da Criança de Jaú
Esta idéia, rapidamente foi aceita por senhoras, senhoritas, casas comerciais e cidadãos que começam a promover muitas festas visando angariar recursos para a construção de um prédio para atender às crianças da cidade.
As primeiras referências escritas acerca do interesse em se construir esta entidade em Jaú estão no jornal: O Democrata de 10/11/1927, na página 4, onde um artigo nos informa os objetivos e até a composição da primeira diretoria que deveria atuar, tendo na presidência a senhora Luíza Maldonado de Almeida Loureiro (esposa do Dr. Orozimbo Loureiro).
Casa da Criança de Jaú
Casa da Criança de Jaú
A notícia feliz da compra do terreno para a edificação da Casa da Criança de Jaú, está configurada no jornal Comércio de Jahu de 16/03/1928, determinando em 15/03 deste mesmo ano a data de sua fundação; A escritura de compra do terreno ocorreu na data de 08/06/1928.
No Diário de 02/08/1928 está o edital de concorrência para a construção da Casa da Criança de Jaú, instituindo-se o prazo de quinze dias e no qual o terreno constava como de propriedade da futura entidade, localizando-se na rua três da Vila Pires, nesta cidade (atual Botelho de Miranda n°. 64, onde hoje se localiza).
CERINI, Fabricio R. Casa da Criança de Jaú: Setenta Anos. Jaú/São Paulo: PERFIL, 1998.
Histórico de presidentes da Associação Casa da Criança de Jahu/SP
Registrados no livro de atas
- 1928 a 1936: Luíza Maldonado de Almeida Loureiro8 anos
- 1936 a 1938: Dejanira Chaves de Barros3 anos
- 1938 a 1941: Dejanira Chaves de Barros (reeleita presidente honorária)
1ª vice-presidente: D. Marieta Botelho de Miranda e 2ª vice-presidente: Sylvia Paula Leite Bauer3 anos - 1941 a 1944: Dejanira Chaves de Barros (reeleita presidente honorária)
1ª vice-presidente: D. Lídia Ferraz de Navarro e 2ª vice-presidente: Hilda Araújo3 anos - 1944 a 1945: Clara Ferraz de Magalhães e Paes de Barros1 ano
- 1945 a 1950: Ana Luíza de Almeida Campos5 anos
- 1950 a 1953: Ana Luíza de Almeida Campos (reeleita)3 anos
- 1953 a 1955: Ana Luíza de Almeida Campos (reeleita)2 anos
- 1955 a 1957: Ana Luíza de Almeida Campos (reeleita)2 anos
- 1957 a 1960: Ana Luíza de Almeida Campos (reeleita)3 anos
- 1960 a 1965: Ana Luíza de Almeida Campos (reeleita)5 anos
- 1965 a 1967: Nelson Masiero2 anos
- 1967 a 1969: Nelson Masiero (reeleito)2 anos
- 1969 a 1971: Nelson Masiero (reeleito)2 anos
- 1971 a 1973: Nelson Masiero (reeleito)2 anos
- 1973 a 1975: Nelson Masiero (reeleito)2 anos
- 1975 a 1977: Nelson Masiero (reeleito)2 anos
- 1977 a 1979: Nelson Masiero (reeleito)2 anos
- 1979 a 1981: Geraldo Antônio Rodrigues2 anos
- 1981 a 1983: Geraldo Antônio Rodrigues (reeleito)2 anos
- 1983 a 1984: Maria da Glória Galvão de Barros Castro2 anos
- 1984 a 1987: Regina Ferraz de Almeida Prado Massoni2 anos
- 1987 a 1989: Regina Ferraz de Almeida Prado Massoni (reeleita)2 anos
- 1989 a 1991: Regina Ferraz de Almeida Prado Massoni (reeleita)2 anos
- 1991 a 1992: Rita Ester Masiero Bernardi1 ano
- 1992 a 1993: Dulce Aparecida Miguel1 ano
- 1993 a 1995: Dulce Aparecida Miguel (reeleita)2 anos
- 1995 a 1997: Rita Ester Masiero Bernardi (reeleita)2 anos
- 1997 a hoje: Claudinei Migliorini e Marilda Rossetto Miglioriniatuais presidentes
Convém ressaltar a importância das irmãs religiosas, que passaram pela a Associação Casa da Criança de Jaú, como por exemplo a das Irmãs Pobres de Nossa Senhora, as Irmãs de São José e na década de sessenta, das Irmãs Missionárias de N.S.ª. Medianeira de Todas as Graças.
Todos que fazem parte dessa história foram importantes para a realização dessa grande obra de caridade para com as crianças e familiares que da Casa da Criança de Jaú necessitaram. Não podemos cruzar nossos braços deixando o sonho plantado inicialmente acabar, nos compete a tarefa de mantê-la em funcionamento , amparando e acolhendo os que dela necessitam.